Enfrentamento à violência doméstica entra em pauta na Emlur com a campanha Agosto Lilás
29 de agosto de 2025Agentes da Autarquia Especial Municipal de Limpeza Urbana (Emlur) tiveram a oportunidade de participar, nesta sexta-feira (29), do evento em alusão à campanha Agosto Lilás, que trabalha a conscientização sobre o enfrentamento à violência contra a mulher. Além de palestras de profissionais das forças de segurança, os participantes assistiram apresentação musical do grupo Baticumlata, que tocou canções que exaltam a figura feminina.
O agente de limpeza Antônio Batista assistiu atentamente às palestras e comentou que acha importante a abordagem da temática de violência doméstica não só para as mulheres, mas também para os homens. “É muito válido fazer esse trabalho educativo para os homens saberem como tratar as mulheres e importante para as mulheres se valorizarem e saberem pedir ajuda quando estiverem em situação de violência”, afirmou.
A delegada Paula Monalisa, que trabalha na Delegacia Especializada em Atendimento à Mulher (Deam) de João Pessoa, proferiu palestra evidenciando o ciclo da violência. Ela apontou que muitas mulheres demoram a perceber que sofrem violência na relação conjugal. “Muitos comportamentos eram naturalizados, principalmente na violência moral, o que compreende os crimes de difamação, calúnia e injúria”, contou.
Paula Monalisa exemplificou a ocorrência de situações do cotidiano, mas que representam violência. “A mulher não pode ser filmada sem consentimento e, se consentir, seja de roupa íntima ou despida, isso não pode ser repassado sem permissão. É preciso que fique claro que filmar escondido é crime”, enfatizou.
A chefe de Ações da Ronda Maria da Penha, inspetora Erika Ramalho, falou sobre o acesso ao serviço, que atende mulheres com medidas protetivas de urgência vigentes, residentes em João Pessoa. A execução é conjunta pela Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres (SPPM), Secretaria de Segurança Urbana e Cidadania (Semusb) – por meio da Guarda Civil Metropolitana (GCM), e o Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB).
“Quando a mulher passa a ser atendida pela Ronda Maria da Penha, ela informa os momentos de maior risco, como quando vai ao trabalho ou quando deixa o filho na escola. Com a medida protetiva, o indivíduo também não pode entrar em contato por meios digitais”, explicou Erika Ramalho, destacando que o trabalho da Ronda é preventivo 24 horas por dia. “Se há perigo, basta acionar a Ronda pelo número direto na viatura, e chegamos em poucos minutos para efetuar a prisão do agressor. Não temos nenhum registro de feminicídio e a reincidência da violência não alcança 10%”, relatou.
A coordenadora da Divisão de Bem-Estar Social da Emlur (Dibes), Lúcia Monteiro, evidenciou que o tema da luta contra a violência feminina faz parte do calendário de atividades da Emlur. “Do mesmo modo que trabalharemos em seguida as campanhas Setembro Amarelo, Outubro Rosa e Novembro Azul, entre outras, não podemos deixar de discutir o enfrentamento à violência no lar. A Lei Maria da Penha existe para punir, em casos de violência, e precisamos repassar o conhecimento para que as vítimas saibam como pedir ajuda”, frisou.
Serviços e canais de denúncia – Mulheres que estejam em situação de violência podem procurar atendimento gratuito e sigiloso na rede de proteção do Município. Abaixo, estão os principais serviços e formas de contato:
Centro de Referência da Mulher Ednalva Bezerra – Rua Afonso Campos, 111 – Centro. Atendimento de segunda a sexta-feira, das 8h às 16h. Contato: (83) 98695-3549 (WhatsApp) | 0800 283 3883
Ronda Maria da Penha – Atendimento na sede provisória do Centro de Referência. Contato: (83) 3213-7355
Canais de denúncia:
180 – Central de Atendimento à Mulher
190 – Polícia Militar
197 – Polícia Civil
153 – Ronda Maria da Penha